Bioterra
Blogue de Educação Ambiental, iniciado em 01.04.2004
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Robert Reich - Trump cumpriu as suas promessas?
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Discombobulator: a arma secreta usada pelos EUA para capturar Nicolás Maduro
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A arma “Descombobulador” utilizada recentemente na Venezuela é provavelmente um sistema de micro-ondas de alta potência modulado por impulsos (HPM). Funciona fritando simultaneamente componentes eletrónicos e induzindo o “Efeito Frey” (sons fantasmas e náuseas) em alvos humanos, um mecanismo estatisticamente semelhante aos incidentes da “Síndrome de Havana”. Embora a tecnologia ofereça uma vantagem táctica, a sua divulgação pública pode ter sido um erro estratégico, acelerando o desenvolvimento de contra-medidas por parte dos adversários e levantando questões éticas complexas sobre a sua potencial utilização para o controlo de multidões em território nacional.
Resumo
As notícias vindas de Caracas a 3 de janeiro foram, no mínimo, um acontecimento atípico. A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro já era suficientemente surpreendente, mas os detalhes que rodearam a operação pareciam saídos de um romance de ficção científica. Ouvimos relatos de guardas experientes a cair de joelhos, a vomitar e a agarrar a cabeça em agonia por causa de um “som” inexistente. Ouvimos falar de foguetes que simplesmente se recusavam a disparar, botões pressionados sem efeito, ecrãs congelados e tecnologia tornada inerte. Depois veio a explicação do Presidente Trump: uma arma secreta a que chamou "Descombobulador".
Como estatístico, passo a vida à procura de padrões no meio do ruído. Quando se retira a retórica política e o apelido pitoresco, os "dados" fornecidos pelos relatos das testemunhas oculares apontam para uma tecnologia muito específica e muito real. Não estamos a lidar com magia. Estamos provavelmente perante a estreia operacional de uma Arma de Energia Direcionada de Micro-ondas de Alta Potência Modulada por Pulso (HPM).
Para ser claro, como estatístico, devo sempre ter em conta as variáveis de confusão. A forma mais eficiente de capturar um líder estrangeiro é, normalmente, com uma mala cheia de dinheiro ou um informador bem posicionado; a Navalha de Occam favorece frequentemente o suborno em vez dos armamentos de ficção científica. Os críticos podem também argumentar que os agentes químicos (gás) poderiam explicar os sintomas físicos.
No entanto, a minha análise testa estritamente a hipótese fornecida pela própria descrição do Presidente. Os subornos e o gás podem neutralizar os guardas, mas não explicam a falha eletrónica simultânea, a recusa de lançamento de rockets e o congelamento de ecrãs, caso os relatos sejam verdadeiros. Apenas uma gama restrita de fenómenos pode afetar instantaneamente tanto a biologia como o silício. Se levarmos a sério a descrição do "Descombobulador" feita pelo presidente, estamos a lidar com electromagnetismo, não com subornos.
O Mecanismo: Uma História de Duas Frequências
A genialidade e o terror desta arma teórica residem no facto de atacar dois sistemas completamente diferentes (electrónica e biologia) utilizando a mesma força fundamental: a energia de radiofrequência (RF) pulsada.
1. A "Eliminação Suave" (Neutralização Electrónica)
Os relatos de foguetões venezuelanos que falharam o lançamento correspondem aos efeitos conhecidos das armas HPM em semicondutores. Quando um feixe de micro-ondas de alta intensidade atinge um dispositivo, não tem de o destruir fisicamente.
a. Acoplamento pela Porta dos Fundos: A energia de micro-ondas entra através de antenas, sensores ou até mesmo por fendas na carcaça. A própria cablagem interna do dispositivo atua como uma antena, captando o sinal e convertendo-o num pico de tensão massivo.
b. Bloqueio e Queima: Conforme detalhado nos estudos da NATO sobre tecnologias anti-drones, este pico causa “bloqueio”, um estado em que as portas lógicas digitais congelam e requerem uma reinicialização completa. Em níveis de potência mais elevados, provoca “queima”, derretendo fisicamente as junções microscópicas dentro dos chips [1].
2. O Som “Fantasma” (Efeito Frey)
Os relatos mais arrepiantes da operação envolveram o colapso físico dos guardas. Descreveram uma “onda sonora intensa”, mas nenhum altifalante foi visto. Esta é quase certamente uma aplicação do Efeito Auditivo de Micro-ondas, identificado pela primeira vez pelo neurocientista Allan H. Frey em 1961 [2].
a. Expansão Termoelástica: Quando a energia de radiofrequência pulsada atinge a cabeça humana, provoca um aquecimento minúsculo, mas rápido, do tecido cerebral (na ordem dos milionésimos de grau).
b. Onda de Choque Interna: Este aquecimento rápido faz com que o tecido se expanda, gerando uma onda de pressão no interior do crânio. Esta onda viaja até à cóclea (ouvido interno), onde é processada como som.
c. Sobrecarga Vestibular: Conforme descrito na revisão abrangente de James C. Lin de 2021, "Efeitos Auditivos da Radiação de Micro-ondas", este efeito pode ser ajustado. Uma taxa de repetição de impulsos específica pode não só criar ruído fantasma, como também sobre-estimular o sistema vestibular. Isto causa as náuseas extremas, vertigens e sensação de "explosão da cabeça" relatadas pelos guardas venezuelanos [3].
Será que foi isso que aconteceu em Cuba?
Qualitativamente, este perfil de dados, ou seja, sons fantasmas, náuseas e vertigens, alinha-se notavelmente bem com o conjunto de sintomas clínicos relatados por diplomatas americanos em Cuba e na China, vulgarmente conhecido como “Síndrome de Havana”.
Durante anos, houve debate sobre a causa destas lesões. No entanto, um relatório crucial de 2020 das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina concluiu que a “energia de radiofrequência pulsada e direcionada” era o mecanismo mais plausível [4][5]. Parece altamente provável que o "Descombobulador" seja a resposta americana à tecnologia utilizada contra o próprio povo, talvez uma versão de engenharia inversa ou desenvolvida em paralelo da arma que atingiu as nossas embaixadas.
A Variável Mais Sombria: Supressão Doméstica
Embora a tecnologia seja fascinante, a sua existência levanta uma questão complexa que vai para além do campo de batalha: pode ser utilizada contra o próprio povo de um governo?
Tecnicamente falando, a física sugere que sim, o que suscita um debate ético necessário.
Vejamos como
a. Controlo Invisível de Multidões: Se um governo conseguir dirigir um feixe de energia que cause náuseas e vertigens incapacitantes para uma área específica, poderá dispersar um protesto sem disparar uma única bomba de gás lacrimogéneo ou bala de borracha.
b. A Repressão "Limpa": O perigo reside na falta de provas. Um feixe não deixa cápsulas de balas, hematomas ou hemorragias. Torna a dissidência fisicamente impossível, atacando o próprio sistema vestibular dos manifestantes. Transforma uma reunião política num evento médico de vómitos e tonturas, permitindo que as autoridades simplesmente prendam os participantes incapacitados.
c. A Derrapagem: Num clima político polarizado, a existência de um "botão da dor" que possa ser invisivelmente acionado representa um desafio significativo às liberdades civis, o que justifica o escrutínio público.
A Troca Estratégica: Dissuasão vs. Sigilo
Isto leva-me de volta a uma observação fundamental sobre a divulgação feita pelo Presidente. Em estatística, sabemos que, uma vez identificado um erro sistemático, este é corrigido. Uma lógica semelhante se aplica à estratégia de guerra.
A eficácia de uma arma como esta depende muito do elemento surpresa. Se o inimigo não sabe porque é que os seus foguetes estão a falhar ou porque é que os seus soldados estão a vomitar, não consegue adaptar-se. O pânico instala-se.
No entanto, ao mencionar explicitamente a arma e os seus efeitos, o Presidente sinalizou aos nossos adversários (especificamente a China, a Rússia, a Coreia do Norte e o Irão) exactamente o que temos. Isto cria uma dicotomia estratégica.
a. O Benefício: Atua como um poderoso fator dissuasor. Demonstra ao mundo que os EUA possuem tecnologia superior capaz de neutralizar as ameaças sem disparar um único tiro.
b. O Custo: Podemos ter revelado as nossas cartas em relação às especificações técnicas. Os adversários sabem agora que possuímos tecnologia HPM miniaturizada, capaz de ser implantada no terreno, e os efeitos biológicos específicos indicam as frequências que estamos a utilizar. É provável que estas nações acelerem a sua própria investigação em medidas de reforço e blindagem biológica.
O Escudo: Como Detê-lo?
Como a existência da tecnologia é agora pública, devemos presumir que as contramedidas já estão a ser desenvolvidas.
1. A Solução da Gaiola de Faraday
Para proteger os componentes eletrónicos, é necessário envolvê-los num escudo contínuo de material condutor, como cobre, alumínio ou aço. O conceito é tão simples que o aplico na minha própria garagem; guardo o comando da chave do meu carro numa pequena bolsa de Faraday para impedir que os infratores locais intercetem o sinal e roubem o meu veículo. No campo de batalha, os riscos são maiores, mas a física é idêntica. O escudo precisa de ser perfeito, pois até uma fenda do tamanho de uma moeda pode deixar passar a onda.
2. A Defesa “Galáctica”
A contramedida definitiva é a redundância mecânica. Os motores a diesel antigos com injeção mecânica de combustível, as miras óticas em vez de ecrãs digitais e os controlos hidráulicos sem computadores eletrónicos são imunes. Não se pode piratear uma alavanca de velocidades.
3. Proteção Pessoal
Os protetores auriculares comuns são inúteis porque o som é gerado dentro da cabeça. Os soldados necessitariam de capacetes feitos de materiais condutores com uma viseira de película dourada ou uma malha de arame fina sobre o rosto (semelhante à porta de um forno de micro-ondas) para bloquear a energia.
Reconhecendo a dificuldade de engenharia
De notar que estas armas não são varinhas mágicas. Como alguns observadores salientaram, as micro-ondas de alta frequência enfrentam problemas de “linha de visão”; folhagem, paredes espessas e humidade atmosférica podem dispersar o feixe. Isto implica que, se tal arma fosse utilizada, seria provavelmente lançada a curta distância ou com um sistema de mira altamente sofisticado, capaz de superar variáveis ambientais. Mas quem sabe?!
Conclusão
O “Descombobulador” representa uma mudança de paradigma. Estamos a passar da era da guerra cinética (balas e bombas) para a era da guerra espectral. É uma forma mais limpa, silenciosa e talvez mais perturbadora de lutar. Embora ofereça uma vantagem única para os Estados Unidos hoje, a confirmação da sua existência inicia uma nova contagem decrescente. Os nossos adversários correrão para o neutralizar, e a discussão global deve agora incluir as implicações de armas invisíveis que podem silenciar tanto os soldados como os civis.
Referências
- NATO Science & Technology Organization. (2024). From Disruption to Destruction: Assessing the Impact of High-Power Microwaves on Unmanned Aerial Vehicles. Link
- Frey, A. H. (1962). Human auditory system response to modulated electromagnetic energy. Journal of Applied Physiology, 17(4), 689–692. Link
- Lin, J. C. (2021). Auditory Effects of Microwave Radiation. Springer International Publishing. Link
- National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine. (2020). An Assessment of Illness in U.S. Government Employees and Their Families at Overseas Embassies. The National Academies Press. Link
- Timmer, J. (2020, Dec 5). Covert microwave weapon “most plausible” cause of Cuba health attacks. Ars Technica. Link
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Mapeado: Como variam os preços das rendas nas principais cidades do mundo (valores em dólares)
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| Para melhor visualização amplie aqui |
Este mapa compara os preços mensais de arrendamento de um apartamento de três quartos no centro das grandes cidades globais em 2025. Os dados para esta visualização são da Numbeo, via Deutsche Bank. O conjunto de dados da Numbeo é maioritariamente colaborativo, baseado em informações sobre o custo de vida enviadas por utilizadores de cidades de todo o mundo.
Análise
A nível global, a crise habitacional em 2026 não é um fenómeno isolado de Portugal, mas sim uma tendência que afeta grandes metrópoles e economias desenvolvidas. Embora as causas locais variem, existem macrotendências mundiais que explicam por que comprar ou arrendar casa se tornou um desafio global.
Aqui estão as principais causas a nível mundial:
1. Financeirização da Habitação
Este é um dos conceitos mais importantes em 2026. A habitação deixou de ser vista apenas como um direito social para se tornar um ativo financeiro.
Capital Global: grandes fundos de investimento internacionais compram milhares de imóveis para gerir carteiras de arrendamento, o que aumenta a competição com as famílias e inflaciona os preços.
Imóveis como Reserva de Valor: em tempos de instabilidade económica, investidores preferem "guardar" o dinheiro em imobiliário em cidades seguras (como Nova Iorque, Londres, Berlim ou Lisboa), muitas vezes mantendo as casas vazias apenas para valorização de capital.
2. Mudanças Demográficas e Urbanização
Urbanização Acelerada: a ONU estima que, até 2050, 70% da população mundial viverá em cidades. A procura concentra-se em centros urbanos com melhores empregos, enquanto as zonas rurais se desertificam.
Agregados Familiares Menores: há uma tendência mundial de as pessoas viverem sozinhas ou em famílias mais pequenas. Isto significa que são precisas mais casas para o mesmo número de pessoas em comparação com décadas anteriores.
Envelhecimento da População: em 2026, com os primeiros baby boomers a atingirem os 80 anos, há uma retenção de stock imobiliário por gerações mais velhas, dificultando a rotatividade para os mais jovens.
3. Choques nas Cadeias de Abastecimento e Custos
Materiais de Construção: os efeitos das crises geopolíticas globais e da pandemia elevaram o custo de materiais como o aço e o alumínio a níveis históricos. Construir uma casa nova custa hoje significativamente mais do que há 10 anos em qualquer parte do mundo.
Escassez de Mão de Obra: existe um défice global de trabalhadores qualificados na construção civil, o que atrasa projetos e encarece o produto final.
4. Políticas de "Zonamento" e Regulação
Restrições de Planeamento: em muitos países (especialmente nos EUA, Reino Unido e Canadá), leis de urbanismo restritivas impedem a construção de prédios altos ou de maior densidade, favorecendo moradias unifamiliares que ocupam muito espaço para pouca oferta.
Exigências Ambientais: embora necessárias, as novas normas de eficiência energética (edifícios de balanço nulo) aumentam o custo inicial da construção, que é invariavelmente passado para o consumidor.
5. Fenómeno dos "Nómadas Digitais"
A tecnologia permitiu que trabalhadores de países com salários altos (como EUA ou Alemanha) se mudassem para países com custo de vida mais baixo.
Gentrificação Transnacional: isto cria uma pressão de preços em cidades de "acolhimento" (como Cidade do México, Banguecoque ou Madrid), onde os residentes locais, com salários nacionais, não conseguem competir com o poder de compra estrangeiro.
O Ciclo Imobiliário de 18 Anos
Alguns economistas apontam que estamos a chegar ao pico do Ciclo de Kuznets (um ciclo imobiliário que dura cerca de 18 anos). Segundo esta teoria, 2026 seria um ano de tensão máxima antes de uma potencial correção ou estagnação global, devido ao desajuste extremo entre os preços e os rendimentos reais.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Belle and Sebastian - We Rule the School
O mesmo tema muito adequado ao filme de François Truffaut "Os Quatrocentos Golpes", ou também conhecido por "os Incompreendidos", 1959: cena final
Letra
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she bored?
On a beech tree rudely carved
NC loved me
Why did she do it?
Was she scared?
Was she pushed?
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Skating a pirouette on ice is cool
Do something pretty while you can
Don't be a fool
Reading the gospel to yourself is fine
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone to read and see
On a bus stop in the town
We rule the school
Written for everyone with eies in their head
Do something pretty while you can
Don't fall asleep
Driving from California to New York
Call me a prophet if you like
It's no secret
You know the world is made for men
Not us
We Rule the School é uma das faixas mais delicadas e introspectivas do álbum de estreia da banda, Tiger Milk (1996).
A música 'We Rule The School' da banda Belle and Sebastian é uma reflexão poética sobre a juventude, a rebeldia e a busca por significado em um mundo que muitas vezes parece indiferente. A letra começa com a imagem de uma árvore de faia onde alguém esculpiu 'NC loved me'. Essa ação, aparentemente impulsiva e talvez sem sentido, levanta questões sobre as motivações por trás dela: medo, tédio ou pressão. Essa metáfora inicial já estabelece um tom de introspecção e questionamento que permeia toda a música.
A repetição da frase 'Do something pretty while you can' sugere uma urgência em aproveitar a beleza e a criatividade enquanto se é jovem. A juventude é retratada como um período efémero, onde há uma janela de oportunidade para fazer algo significativo antes que a rotina e as responsabilidades da vida adulta tomem conta. A menção a atividades como patinar no gelo e ler o Evangelho para si mesmo reforça a ideia de encontrar beleza e propósito em ações simples e pessoais.
O refrão 'We Rule The School' escrita num ponto de ónibus na cidade simboliza a rebeldia e a afirmação de identidade dos jovens. (Nós mandamos na escola) é irónico. Refere-se àqueles estudantes que não fazem parte do grupo "popular", que ficam nos cantos, observando tudo. Na mente deles e no seu pequeno círculo de amizades, eles possuem um mundo próprio que é superior à futilidade ao redor.
É um grito de autonomia e poder num mundo que, como a música sugere, é feito para os homens e não para 'nós', possivelmente referindo-se a jovens, mulheres ou qualquer grupo marginalizado. A repetição da linha 'You know the world is made for men' enfatiza a crítica social e a sensação de exclusão. No entanto, a música também carrega uma mensagem de esperança e resistência, incentivando os jovens a fazerem algo bonito e significativo enquanto podem.
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A Iniciativa Liberal (IL) apresentou uma proposta para dinamitar a Lei de Bases do Clima
UADA - Something in the Way
A banda UADA é de nacionalidade norte-americana (originária de Portland, Oregon) e o seu estilo musical principal é o Melodic Black Metal (Black Metal Melódico).
Sobre o lançamento específico
1. "Something in the Way" (Cover de Nirvana)
Embora a canção original seja um clássico do Grunge da banda Nirvana, o UADA lançou uma versão desta música em janeiro de 2026.
Estilo da Versão: A banda reinterpretou a canção dentro da sua estética sombria, transformando-a numa espécie de "lamento de Black Metal". Eles mantiveram a estrutura melancólica original, mas adicionaram uma atmosfera mais densa, gélida e o uso de violoncelo para acentuar o tom fúnebre.
Significado da Escolha: Segundo o vocalista Jake Superchi, a cover foi uma homenagem às influências regionais da sua juventude (o Noroeste Pacífico dos EUA, berço do Grunge) e uma exceção à regra da banda de não fazer covers.
2. Estilo Musical da Banda
O som do UADA é frequentemente caracterizado por:
Melodias Marcantes: ao contrário do Black Metal mais caótico, eles focam em harmonias de guitarra que lembram bandas como Dissection ou Mgła.
Atmosfera e Mistério: as letras abordam temas como paganismo, misticismo e escuridão. Visualmente, a banda é conhecida por atuar com os rostos cobertos por capuzes, mantendo um ar de anonimato.
USBM (United States Black Metal): Eles são considerados um dos principais nomes da nova vaga do Black Metal dos Estados Unidos.
Curiosidade: o nome "Uada" vem do latim e significa "Assombrado".
Em “Something In The Way”, dos Nirvana, a imagem de "viver debaixo da ponte" funciona como uma metáfora forte para o isolamento extremo e a sensação de estar à margem da sociedade. Apesar de muitos fãs acreditarem que a letra seja autobiográfica, refletindo um suposto período em que Kurt Cobain teria vivido como sem-teto, não há confirmação de que isso tenha realmente acontecido. A música, portanto, se apresenta mais como um retrato emocional do que um relato literal da vida de Cobain.
O verso “And the animals I've trapped have all become my pets” (E os animais que capturei viraram meus animais de estimação) mostra a solidão do personagem, que encontra companhia apenas nos animais, reforçando o sentimento de abandono. A repetição de “Something in the way” (Algo no caminho) destaca a presença de um obstáculo invisível, algo que impede o personagem de se reconectar com o mundo. Trechos como “living off of grass and the drippings from my ceiling” (vivendo de capim e do que pinga do meu teto) e “it's okay to eat fish 'cause they don't have any feelings” (tudo bem comer peixe porque eles não têm sentimentos) evidenciam a precariedade e a desumanização, além de mostrar uma tentativa de racionalizar a própria sobrevivência. O arranjo minimalista e o tom sombrio da música reforçam a sensação de resignação. A colaboração não creditada de Mark Lanegan pode ter contribuído para esse clima de desolação. A canção ganhou novo significado ao ser usada no filme “The Batman”, ilustrando o isolamento e o tormento do personagem principal, o que mostra como sua melancolia é universal e atemporal.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Fokofpolisiekar - Ek Skyn(Heilig)
Te vinnig
Te veel
Ek sal al my beloftes breek as jy my net 'n kans kan gee
Wie sal vir my liefde maak?
Wie sal vir my liefde maak?
As die somer so lekker is, hoekom voel ek so fucked?
Te veel
Ek sal al my beloftes breek as jy my net 'n kans kan gee
Wie sal vir my liefde maak?
Wie sal vir my liefde maak?
As die somer so lekker is, hoekom voel ek so fucked?
Ek skyn
Ek skyn heilig
Onder die straatlig
Onder die maanlig
Sê vir my as die rewolusie verby is
Ek skyn heilig
Onder die straatlig
Onder die maanlig
Sê vir my as die rewolusie verby is
Geliefdes
Ons weet
'n Hond sal altyd na sy braaksel toe terugkeer
Moenie so verbaas wees nie
Gooi net 'n bietjie vet op die vuur
Doos siek en melancholies
Ons weet
'n Hond sal altyd na sy braaksel toe terugkeer
Moenie so verbaas wees nie
Gooi net 'n bietjie vet op die vuur
Doos siek en melancholies
Ek skyn
Ek skyn heilig
Onder die straatlig
Onder die maanlig
Sê vir my as die rewolusie verby is
Ek skyn heilig
Onder die straatlig
Onder die maanlig
Sê vir my as die rewolusie verby is
Ek bly verveeld
En my bene is seer
Ek staan voor jou deur
En my kop klop
En my bene is seer
Ek staan voor jou deur
En my kop klop
Genade onbeskryflik groot
Ek is die Hel in
Bibber en beef die boere bedriëer
Die wêreld gaan jou haat, my seun
As jy die waarheid praat gaan hulle jou wil doodmaak
Ek is die Hel in
Bibber en beef die boere bedriëer
Die wêreld gaan jou haat, my seun
As jy die waarheid praat gaan hulle jou wil doodmaak
Ek skyn
Ek skyn heilig
Onder die straatlig
Onder die maanlig
Sê vir my as die rewolusie verby is
Ek skyn heilig
Onder die straatlig
Onder die maanlig
Sê vir my as die rewolusie verby is
Ek bly verveeld
En my bene is seer
Ek staan voor jou deur
En my kop klop
En my bene is seer
Ek staan voor jou deur
En my kop klop
Carbofascismo, Transição Verde e o ICNF
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No discurso final de Davos, os principais actores mundiais (Donald Trump,Mark Carney,Emmanuel Macron,Friedrich Merz,Ursula Leyen,Volodymyr Zelensky) não disseram uma palavra sequer sobre a crise climática.
Quanto a Portugal não me escapa comentar o recente episódio das declarações do Ministro da Agricultura, enviadas via vídeo aos dirigentes do ICNF. Quando a tutela sugere um caminho de maior agilidade que resvala no facilitismo, o que está em causa não é apenas um deslize comunicacional, mas um sinal político perigoso que ameaça a autonomia da conservação da natureza em Portugal.
𝐎 𝐅𝐚𝐜𝐢𝐥𝐢𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐑𝐢𝐬𝐜𝐨: 𝐚 m𝐢𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐈𝐂𝐍𝐅 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜𝐡𝐚𝐫 𝐏𝐫𝐨𝐜𝐞𝐬𝐬𝐨𝐬
A Integridade do "Não"
É urgente reafirmar o óbvio: o ICNF não é uma agência de promoção de investimentos. A sua função primordial é o escrutínio rigoroso. No equilíbrio ecológico, a reprovação de um projeto não representa um bloqueio ou uma falha de sistema; pelo contrário, é frequentemente o maior indicador de que as salvaguardas ambientais estão a funcionar.
O ICNF existe para: avaliar, monitorizar e garantir o cumprimento da lei.
O ICNF não existe para: "acelerar" processos à custa da fundamentação técnica ou "facilitar" licenciamentos em nome do crescimento económico imediato.
A erosão da Autoridade Técnica
Pressionar, ainda que de forma implícita, para que se aprove mais ou se decida mais rápido, desvirtua a missão institucional e fragiliza a autoridade científica dos técnicos que estão no terreno. Quando a política tenta ditar o ritmo à biologia e ao direito ambiental, quem perde é o património natural do país. A missão do ICNF é proteger o território, e essa proteção exige o tempo e o rigor que a lei impõe — sem atalhos.
Não podemos nem devemos aceitar os apelos nacionalistas e de eugenia. O tempo dos recuos nacionalistas esgotou-se perante a emergência climática. Em 2026, a soberania reside na capacidade de tecer alianças transfronteiriças. A nossa única saída é a construção de uma ecologia política comum, fundamentada na transparência e numa economia que respeite, finalmente, os limites planetários.
Guess how many times world leaders mentioned climate change in Davos?
Zero. This is not an opinion. It is a fact. Across the 2026 World Economic Forum, the main special addresses from Trump, Carney, Merz, von der Leyen, Zelenski, and Macron amounted to almost four hours of speaking time. In those four hours: Not once was climate change or global warming mentioned. Let that sink in. These speeches are revealing. Not because of what was said, but because of what was carefully avoided. They show, in plain sight, what currently ranks as urgent for the political elite and what does not This is exactly why We Don’t Have Time was present in Davos While climate disappeared from the main stage, we did the opposite. Together with our partners GreenUp and the Davos Climate Hub, we broadcast more than 40 hours of live climate content, reaching over 15 million people worldwide. At a time when many leaders and companies are actively avoiding the word climate, our role becomes even more critical. The climate crisis will not disappear just because the political climate has hardened. Standing up for facts, science, and what is right now takes more courage than ever. The Alternative WEF speech From left: Carlos Nobre – Climate scientist, former President of CAPES (Brazil), leading expert on Amazon tipping points | Paul Polman – Former CEO of Unilever | Sandrine Dixson-Declève – Honorary Co-Chair, Club of Rome | Johan Rockström – Director, Potsdam Institute for Climate Impact Research. That silence did not go unanswered. Just before President Trump’s address, an alternative WEF speech was delivered in Davos by some of the world’s leading scientists and systems thinkers. The speech was not on the official agenda of the World Economic Forum. It was not permitted on the public square either. So we found another place. Quite literally, the only available space was a pile of snow. From there, climate reality was addressed head-on. While much of Davos had President Trump’s speech top of mind, this moment may prove to be the one history remembers: scientists standing up for facts, for evidence, and for what is right, even when it was inconvenient, even when there was no official stage. Broadcast globally on We Don’t Have Time, Sandrine Dixson-Declève, Johan Rockström, Carlos Nobre, and Paul Polman presented a clear alternative to the economic and political model on display in Davos. Their message was unambiguous: the old system is a dead end. Every year, trillions are lost to climate and ecological breakdown. This is not the cost of progress, but the cost of delay. Their “giant leap” scenario shows that investing just 1–2 percent of global GDP in climate action and nature restoration can generate tenfold returns in economic, social, and environmental value. They challenged the idea that prosperity can be measured by GDP alone. A viable economy must ensure that every child has enough to eat, every worker can live without fear, and every society can thrive within planetary boundaries. Continued fossil-fuel expansion offers no path forward. This was not a protest. It was not theatre. It was a science-based intervention, delivered from the margins at a moment when silence had become the norm. Everyone at We Don’t Have Time who helped make this possible is proud to have stood up for science when it mattered. If this speech matters to you too, help it travel. Download the video and share it on your own social media so more people can see what science actually says about our future. |
Apocalyptica - 'Seemann' feat. Nina Hagen (Rammstein Cover)
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domingo, 25 de janeiro de 2026
A economia global continua a pagar para destruir a natureza
| Daniel Gerhartz (pintor dos EUA, nascido em 1965) |
Relatório das Nações Unidas mostra que o capital continua massivamente orientado para atividades prejudiciais aos ecossistemas. Por cada dólar gasto em proteção, são aplicados 30 na sua destruição.
A economia mundial continua a investir muito mais na degradação da natureza do que na sua proteção, segundo o relatório State of Finance for Nature 2026, do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP). Em 2023, os fluxos financeiros diretamente prejudiciais aos ecossistemas atingiram 7,3 biliões de dólares, enquanto o investimento em soluções baseadas na natureza se ficou pelos 220 mil milhões.
O documento traça um retrato claro de um sistema financeiro desalinhado com os limites do planeta e mostra como, por cada dólar aplicado na proteção, conservação ou restauração da natureza, mais de 30 dólares continuam a financiar atividades que degradam solos, água, biodiversidade e clima. “A continuação do modelo atual empurra-nos para uma degradação ainda maior dos ecossistemas”, alerta o relatório, que sublinha que esta trajetória ameaça “os ecossistemas, as economias e o bem-estar humano”.
Do total de financiamento considerado negativo para a natureza, 2,4 biliões de dólares correspondem a subsídios públicos ambientalmente prejudiciais, concentrados sobretudo nos combustíveis fósseis, na agricultura intensiva e no uso da água. Os restantes 4,9 biliões resultam de investimento privado, sobretudo concentrado em setores como o das utilities, indústria pesada, energia e materiais básicos. Para o UNEP, estes fluxos “continuam a ser o maior obstáculo à transição das sociedades para resultados positivos para a natureza”.
Em sentido contrário, o financiamento destinado a soluções baseadas na natureza, como a restauração de ecossistemas, a gestão sustentável da terra, a proteção da biodiversidade ou a adaptação climática, cresce lentamente. Em 2023, o total global atingiu 220 mil milhões de dólares, um aumento de apenas 5% face ao ano anterior. “O financiamento público para soluções baseadas na natureza é oito vezes superior ao financiamento privado”, refere o relatório.
Segundo as estimativas do UNEP, cumprir os compromissos internacionais assumidos no âmbito das três Convenções do Rio exige uma aceleração significativa. “Para cumprir os compromissos globais, o investimento em soluções baseadas na natureza terá de aumentar mais de duas vezes e meia, para 571 mil milhões de dólares por ano até 2030”, lê-se. Em paralelo, defende-se que os fluxos financeiros prejudiciais devem ser progressivamente eliminados ou reconvertidos.
Há, ainda assim, sinais de mudança, nomeadamente uma maior consciencialização do setor financeiro para os riscos associados à degradação da natureza. Mais de 730 organizações já aderiram às recomendações da Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD), representando 22,4 biliões de dólares em ativos sob gestão. Apesar disso, o UNEP reconhece que esta tomada de consciência “ainda não se traduziu numa transformação estrutural dos fluxos de capital”.
“Virar o rumo do financiamento para resultados positivos para a natureza é essencial”, conclui o UNEP, que defende uma “grande viragem” que alinhe o capital com a proteção dos ecossistemas e a resiliência económica de longo prazo.
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Metade das emissões fósseis do mundo tem origem em apenas 32 empresas
Vitaliy Mashchenko (pintor Ucraniano, nascido em 1975)"Permanency", 2021
Apesar dos objetivos globais para a redução de emissões de gases com efeito de estufa, uma análise recente da Carbon Majors mostra que, em 2024, a poluição com origem na produção de combustíveis fósseis e cimento continuou a aumentar. A base de dados aponta que 166 produtores foram responsáveis por 34,7 gigatoneladas de CO2 equivalente, mais 0,8% do que no ano anterior.
O dado mais expressivo do relatório é a forte concentração das emissões em “apenas 32 empresas” que “estiveram associadas a mais de metade das emissões globais de CO2 provenientes de combustíveis fósseis e cimento em 2024”. Há cinco anos, eram 38 as empresas responsáveis por essa fatia de emissões, evidenciando uma tendência de concentração progressiva da produção poluente.
A maioria das 166 organizações são controladas pelo Estado, que representam “54% das emissões globais em 2024”, enquanto 93, com capital privado, originaram 23,7%. No topo da tabela, a concentração é ainda mais evidente, mostram os dados. “As dez empresas com maiores emissões, responsáveis em conjunto por 27,6% das emissões globais de CO2 fóssil em 2024, eram todas total ou maioritariamente detidas pelo Estado”, lê-se no relatório.
A base de dados Carbon Majors, gerida pela InfluenceMap, agrega informação histórica e atualizada sobre a produção de petróleo, gás, carvão e cimento, e atribui emissões às empresas produtoras e não aos países.
Os números de 2024 surgem num contexto climático particularmente crítico, já que aquele foi o ano em que, segundo o Copernicus, pela primeira vez a temperatura média global ultrapassou 1,5 graus acima dos níveis pré-industriais. No mesmo ano, as emissões globais de gases com efeito de estufa atingiram um novo máximo histórico e as emissões de CO2 provenientes da queima de combustíveis fósseis subiram para cerca de 38,6 gigatoneladas.
Em declarações citadas pelo The Guardian, Emmett Connaire, analista sénior da InfluenceMap, afirma que “as empresas petrolíferas e de gás têm sido, durante décadas, dos lóbis mais negativos para a política climática a nível mundial”. O responsável acrescenta que estas empresas “desenvolveram um manual de táticas que passa por enganar decisores políticos e a opinião pública, tendo feito campanha repetidamente contra políticas destinadas a permitir uma transição justa”.
Os dados do Carbon Majors estão, por isso, a ser cada vez mais utilizados como base para mecanismos de responsabilização. O relatório destaca que, no estado norte-americano de Nova Iorque, está em discussão legislação que poderá exigir até 75 mil milhões de dólares em compensações por danos climáticos a grandes produtores de combustíveis fósseis. Numa declaração citada no relatório, a senadora Liz Krueger defende que “é agora possível utilizar os registos das empresas para determinar a quantidade de produto colocada no mercado e traduzi-la num volume de gases com efeito de estufa emitidos para a atmosfera”.
Recorde-se que, de acordo com dados mais recentes do Copernicus, 2025 voltou a ser um dos anos mais quentes de sempre desde que há registo, apenas 0,01 graus abaixo de 2023 e 0,13 graus abaixo de 2024. Pela primeira vez, o planeta viveu três anos seguidos acima do limite de 1,5 graus definido pelo Acordo de Paris como sendo o teto máximo a manter até ao final deste século.
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Simple Minds: Don't You Forget About Me - IMY2 Cover
- Conexões Efémeras: A letra fala sobre o medo de que uma conexão intensa e verdadeira, feita em um momento isolado (como o dia de castigo dos estudantes no filme), seja esquecida quando a rotina voltar ao normal.
- Vulnerabilidade Juvenil: Representa a ansiedade social dos adolescentes que, apesar das diferenças de "tribos" (o atleta, a esquisita, o nerd, etc.), encontram pontos em comum e temem tornar-se estranhos novamente na segunda-feira seguinte.
- O Apelo: O refrão "Don't you forget about me" (Não se esqueça de mim) é um pedido desesperado para ser reconhecido como indivíduo, além dos rótulos e estereótipos impostos pela sociedade ou pela escola.
Em resumo: a letra reflete o dilema de cinco estudantes de grupos sociais distintos que compartilham um dia de castigo e criam laços profundos, mas temem que, ao retornarem à rotina escolar, essas conexões desapareçam e eles voltem a ser estranhos. O apelo emocional do refrão é um pedido para que a essência humana de cada um seja lembrada acima dos rótulos e preconceitos sociais.
sábado, 24 de janeiro de 2026
JP Simões & Norberto Lobo - Canção da Paciência
Muitos sóis e luas irão nascer
Tenho muitos anos para sofrer
A cobiça é fraca, melhor dizer
Mais ondas na praia, rebentar
Já não tem sentido ter ou não ter
Vivo com o meu ódio, a mendigar
Tenho muitos anos para sofrer
Mais do que uma vida, para andar
Beba o fel amargo, até morrer
Já não tenho pena sei esperar
A cobiça é fraca, melhor dizer
A vida não presta, para sonhar
Minha luz dos olhos que eu vi nascer
Num dia tão breve a clarear
As águas do rio, são de correr
Cada vez mais perto, sem parar
Sou como o morcego, vejo sem ver
Sou como o sossego, sei esperar
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Hilariante - A paródia e a amostra que Donald Trump é mesmo ignorante
Esta sexta-feira, a Casa Branca publicou uma nova montagem que mostra que ou Donald Trump não sabe que não existem pinguins na Gronelândia ou que, no limite, pensa levar estes animais para o território.
“Abracem o pinguim”, lê-se na descrição da fotografia publicada esta sexta-feira na conta oficial da Casa Branca na rede social X. Na imagem, vê-se Donald Trump a caminhar ao lado de um pinguim, que carrega na sua mão uma bandeira norte-americana. As pegadas de ambos — note-se, de iguais dimensões — caminham até às montanhas, onde se encontra uma bandeira da Gronelândia.
Os pinguins encontram-se apenas no Hemisfério Sul, com a sua maior população na Antártida. A Gronelândia fica no Hemisfério Norte.
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